China domina algodão

By 1 March, 2014 Geral No Comments
cotton-field

À medida que a plantação do “ouro branco” se prepara para iniciar a nova época 2014/15, as primeiras previsões sugerem que, embora a diferença entre a produção e o consumo tendam a diminuir, os stocks, em particular no caso da China, estão ainda a aumentar.

No Hemisfério Norte, que representa cerca de 90% da produção mundial de algodão, a plantação está prevista ter início dentro de alguns meses. De acordo com o International Cotton Advisory Committee (ICAC), a área agrícola mundial do algodão deverá diminuir, principalmente devido a um declínio previsto na China.

Para a época 2013/14, o grupo intergovernamental estima que a área de algodão da China será de 4,6 milhões de hectares, uma queda de 8% em relação à época 2012/13. O organismo também prevê um declínio adicional para os 3,9 milhões de hectares na época 2014/15.

No entanto, isto poderá mudar na medida em que a plantação não tem início até março e no dia 26 de dezembro a agência oficial chinesas de notícias Xinhua anunciou que os subsídios para o algodão e a soja poderão fazer parte das reformas da China para a agricultura, a serem implementadas em 2014.

A utilização global de algodão deverá continuar a crescer em 2014/15, com base na contínua recuperação do crescimento económico mundial. No entanto, um pequeno ganho nos preços do algodão poderá limitar o aumento da procura pela fibra, principalmente se o preço do poliéster permanecer baixo.

Apesar da divergência entre a produção e o consumo de algodão estar prevista diminuir na época 2014/15, ainda existe uma oferta global significativa de algodão e os stocks estão a crescer. Os stocks mundiais no final da atual época estão previstos ser de 20 milhões de toneladas, 56% das quais estarão na China. No final de dezembro último, as reservas de algodão da China totalizavam 11,8 milhões de toneladas.

O comércio mundial deverá diminuir 9% na época 2014/15 para os 7,7 milhões de toneladas, devido, em grande parte, ao declínio contínuo das importações da China.

Embora a produção chinesa deva ser menor na época 2014/15, o consumo também está em quebra e o governo chinês detém atualmente stock suficiente para um ano e meio, sem qualquer outra importação ou produção, conforme relata o ICAC.

Fonte: Portugal Têxtil